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Cresce o número de mulheres no mercado de trabalho

Dados coletados por professor de Direito das Faculdades Santo Agostinho ganham destaque em seminário nacional

Presença de mulheres no mercado de trabalho está em fase de crescimento, mas ainda encontra desafios. Esta é a conclusão da pesquisa “Homem e mulher no mercado de trabalho local: como conter as diferenças?” coordenada pelo professor Doutor Gilson Cássio de Oliveira Santos, do Curso de Direito das Faculdades Santo Agostinho, em Montes Claros-MG.

Os estudos foram realizados de agosto de 2017 a fevereiro de 2018. Dados coletados na cidade, que tem cerca de 400 mil habitantes, entre os anos de 1985 e 2015, apontam que houve um crescimento substancial da mulher no mercado de trabalho, chegando a ocupar 45% dos empregos formais em 2015. 

Conforme o professor Gilson, esse crescimento ainda ficou concentrado em alguns setores como o de serviços. “Também houve aumento da presença feminina no comércio, na indústria e na construção civil, porém em números ainda inferiores aos dos homens. O aumento se deu basicamente em funções ainda alocadas a mulheres como, por exemplo, escriturárias e apoio administrativo”, explicou.

As investigações do Observatório do Acesso ao Trabalho e à Justiça (OATJUS), vinculado ao curso de Direito das Faculdades Santo Agostinho, mostram ainda que há uma redução na diferença salarial entre homens e mulheres.  “Em 1985, os homens recebiam cerca de um salário mínimo a mais que as mulheres. Em 2007, a diferença quase zerou, mas por conta da redução média dos salários masculinos. Também se observa que as mulheres trabalham em média duas horas semanais a menos que os homens, o que interfere no salário”, concluiu Gilson.

Outra razão para essa diferença está nas posições ocupadas pelas trabalhadoras, que costumam ser inferiores às dos homens. Geralmente, elas não ocupam cargos de chefia, de tomada de decisão.

Uma medida mais estrutural e de longo prazo seria a transformação cultural. Santos lembra que o Brasil tem mudado muito, mas ainda é um país machista. Segundo ele, as próprias mães incentivam as filhas em relação à divisão de brincadeiras e tarefas, no entanto as escolas podem fazer um contraponto.

Destaque

A pesquisa do professor Gilson teve destaque durante o 3º Seminário da Rede de Observatórios do Trabalho realizado no último mês de junho na sede do Ministério do Trabalho, em Brasília.

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Seminário

 

Professor Gilson durante apresentação no 3º Seminário da Rede de Observatórios do Trabalho em Brasília

Foto: arquivo pessoal